Na maioria das dietas, a ordem é tirar um ou mais alimentos do cardápio. Aqui é diferente: você fica liberada para comer de tudo, desde que acerte nas combinações – elas devem ser bem feitas do ponto de vista nutritivo e também da digestão. “Parcerias erradas fazem com que os alimentos fiquem retidos no estômago por muito mais tempo e fermentem”, defende a médica e nutróloga Paula Cabral, da Clínica Hagla, no Rio de Janeiro, e autora do livro Quem Disse Que Comer Engorda (editora Idéia e Ação). Fermentados, os alimentos passam a armazenar mais energia entre suas moléculas, o que dobra ou até triplica as calorias da refeição. Esse processo ainda estimula a produção de toxinas, deixando o metabolismo mais lento e você cada vez mais pesada.
Além de evitar parcerias impróprias, a nova dieta das combinações (ou fisiológica, como Paula gosta de chamá-la), respeita as etapas da digestão – duas horas para as refeições pequenas e quatro para as maiores. Ou seja, duas horas depois do café-da-manhã você pode fazer um lanche. O intervalo entre o almoço e o lanche da tarde deve ser um pouco maior: cerca de quatro horas. “Voltar a comer num intervalo muito curto atrapalha a digestão dos alimentos que ainda estão no estômago. E isso também fermenta”, avisa Paula. Resultado: perder peso fica difícil.
Disposta a seguir a dieta? Talvez você tenha de abrir mão de hábitos consagrados na sua rotina alimentar, como beber suco na refeição. Esqueça também o doce na sobremesa: ele só deve ser consumido longe de outros alimentos. Por outro lado, você pode continuar comendo carboidrato (arroz, pão, batata) com proteína (bife, peixe, hambúrguer) – dupla proibida nas primeiras dietas que sugeriram a combinação de alimentos.